Beatriz Colomina
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Filip Dujardin
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Robert Elwall
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Guido Guidi
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Christian Gaenshirt
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Juan Rodriguez
Desde que a principios de los años ochenta del pasado siglo comencé a conocer y estudiar arquitectura a través del objetivo de la cámara fotográfica, lo hice tomando notas metódicamente, notaciones fotográficas. Las fotografías que he realizado en estos últimos treinta años a lo largo de múltiples viajes han dado lugar a diferentes cuadernos, que contienen múltiples reflexiones visuales, reflexiones que se expresan en un lenguaje fotográfico exento de cualquier protocolo editorial, comercial etc…son registros de la arquitectura en su más generosa expresión, son registros de la vida cotidiana. El contenido no es una mera catalogación de arquitecturas más o menos conocidas a lo largo del mundo sino un registro de las emociones que el conocimiento de estas arquitecturas genera. Son fotografías realizadas desde la emoción, y no desde la razón ni el conocimiento. Este punto de partida junto con el “error” asociado a la inmediatez en la captura de la imagen es el hilo conductor intimista de esta selección de trabajos, que abarcan un largo periodo de tiempo y por tanto pasan por diferentes “acentos” dentro del que siempre se pretendió como el mismo “lenguaje”.
Carlos Machado
Se o desenho faz parte da arquitectura, se é de certo modo auto-descritivo, a fotografia confronta-a com um olhar exterior ao processo da sua realização (embora muitas reportagens fotográficas tenham sido orientadas ou dirigidas pelos autores das arquitecturas). Daí o meu interesse, desde os anos de estudante, por aquelas imagens que, sem renunciar à fidelidade ao objecto representado (sem quererem substituir-se àquilo que devem dar a ver), são capazes de expressar um ponto de vista sobre o mundo – e também sobre a arquitectura – que enriquece o seu sentido. A descoberta de Luigi Ghiiri e Giovanni Chiaramonte, fotógrafos da revista Lotus International a partir de meados dos anos oitenta, é também a descoberta da possibilidade de descrever ou mostrar relações entre arquitectura, cidade e natureza através da imagem fotográfica. Comissariada por Teresa Siza, nos Encontros de Fotografia de Coimbra de 1994, foi montada a exposição de fotografias de Orlando Ribeiro Finisterra na qual a arquitectura era entendida sobretudo na sua dimensão geográfica. A fotografia também, ou sobretudo, aqui, ensinava-me a ver e a compreender a arquitectura. Destas múltiplas e complementares interrogações sobre o sentido e as razões da arquitectura – como objecto de uso, como signo físico e cultural, mas também como parte da paisagem, rural ou urbana –, reforçou-se a convicção da importância do lugar, da sua relevância como "parte da obra", alimentada por uma evidência fotográfica culta.
Daniel Malhão
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Diogo Seixas Lopes
O PROJECTO IMPOSSÍVEL - Aldo Rossi e Polaroids
Num texto dedicado ao fotógrafo Luigi Ghirri, Aldo Rossi confessava a sua paixão pela Polaroid. Através dela, o arquitecto italiano encontrou um instrumento para fazer “fotografias do tempo que sempre escapa, do amor por um momento, da procura da vida.” Estas imagens instantâneas – reunidas pelo Canadian Centre for Architecture – documentam uma outra “autobiografia científica” de Rossi. “O projecto impossível” é um diaporama das suas Polaroids, quando existe um renovado interesse por este suporte.
Edgar Martins
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Fernando José Pereira
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Joaquim Moreno
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João Figueira
Determinação e sobredeterminação da proposta de Steven Holl para o Kiasma.
Em 1993, Steven Holl ganhou o concurso para o projecto do Museu de Arte Contemporânea de Helsínquia com a proposta "Chiasma", que glosa Merleau-Ponty e foi discutida com base nos seus méritos e deméritos arquitectónicos, aspectos que remetem para a ordem da representação. Porém, a directora do museu, que trabalhou toda a vida com arte contemporânea e desempenhou um papel crucial no desfecho do concurso, foi sensível à força das imagens de Holl: heterogéneas e heterocrónicas, contraditórias, fluidas, abertas e que suscitam reacções empáticas; são fortemente sobredeterminadas.
Júlio de Matos
Desde 2001 que tenho vindo a desenvolver “corpos de trabalho” que são a construção de “ensaios fotográficos” envolvendo um olhar ficcional sobre que ainda são “documentos fisicos”. De realidades arquitectónicas e espaços públicos claramente não virtuais, de tempos e/ou culturas que não são os nossos. Cada um dos 4 projectos que tenciono apresentar, adquiriu naturalmente contornos estéticos e visuais muito próprios. Porque as sensações experimentadas e as emoções sentidas foram muito distintas, em cada um. Em 2001 fotografei “Ta Prahom - A Memória do Mundo” em Siem Riep no Camboja, local onde uma particular ruína de uma extinta civilização Hindu se funde orgânicamente com a natureza. “Porta do Paraíso - Manikarnika Ghat” fotografado em Varanasi na Índia em 2003, propõe o olhar de um ocidental sobre um espaço urbano dedicado a um ritual de partida, em que silenciosamente e sem prantos, se assiste à fusão da vida com o Universo. Realizei o projecto “Fading Hutongs” entre 2005-2008, em Beijing na China. Durante o desvanecimento maciço dos Hutongs, as ruas tradicionais de Beijing, e das Siheyuan, as casas de pátio quadrado, que nos transportam á visão urbanística de Kublai Khan, contemporâneo de Marco Polo, fui ainda tempo para construir uma visão pessoal e imaginária da perda que também senti. Em 2008 no meu país, foi pelo olhar das minhas memórias de infância, e também como arquitecto, que re-descobri e revistei as “Casas de Brasileiro”. Existe um país imaginário e ficional, com um ligeiro sabor a trópicos, quando sentimos o todo que esta série de imagens compõe. Em todos estes projectos me tenho interrogado mulitas vezes: Será realmente a Arquitectura fotografável? Ou apenas documentável, ou apropriável pela fotografia? Qual o papel que o nosso percurso pessoal e que as nossas emoções jogam na nossa visão, e na interpretação do mundo exterior á nossa pele?
Luís Urbano
Ruptura Silenciosa. Espaço e política no cinema e na arquitectura - Portugal 1960-1974.
O período entre 1960 e 1974 em Portugal foi marcado não apenas por importantes acontecimentos históricos, como guerras coloniais, uma emigração massiva, lutas políticas e um vasto processo de urbanização, mas também pela emergência de movimentos na arquitectura e no cinema que mudaram a paisagem cultural dos últimos cinquenta anos. A comunicação focar-se-á na proximidade dos movimentos de renovação na arquitectura e no cinema que corporizaram uma nova visão do espaço e da cidade, marcada pelos acontecimentos sociais, culturais e políticos em Portugal e internacionalmente. Será explorada a forma como alguns objectos cinematográficos e arquitectónicos estabeleceram uma ruptura silenciosa, um sinal das convulsões na sociedade portuguesa que levaram à revolução social e política de 1974.
M. Graça Dias
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Paulo Catrica
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Pedro Gadanho
Com a disseminação da colagem fotográfica digital, a fotografia de arquitectura e cidade retorna a um papel de efabulação e reinvenção narrativa que se coloca para além da fixação do real. Longe da lógica histórica da photo verité, emerge um impulso narrativo que sugere o impulso alegórico de Craig Owens. A alegoria constrói-se, agora, porém, à base da manipulação digital premeditada e de um desejo de ficção. A comunicação oferece, assim, uma reflexão sobre este regresso a uma colagem fotográfica com aspirações narrativas, recorrendo à análise do trabalho visual recente de fotógrafos, artistas e arquitectos.
Ricardo Nicolau
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Sofia Thenaisie
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Susana Ventura
A imagem em Arquitectura nunca foi o nosso objecto de estudo e, no entanto, não conseguimos fugir-lhe. Estamos, constantemente, a tropeçar em imagens na nossa presente investigação sobre o corpo sem órgãos na arquitectura, encontrando, em cada um dos três ateliers de arquitectura que estudamos (Diller Scofidio + Renfro, Lacaton & Vassal e Peter Zumthor), uma questão diferente sobre estas. Já há muito que pensamos que uma representação de uma obra de arquitectura (seja uma fotografia, um filme, uma história...) pode ser, por si, uma obra de arquitectura. Porque cada uma dessas formas de representação é, também, uma forma de expressão, perfeitamente autónoma, que implica a manipulação do real e permite a construção de novos significados ou novos espaços. Mas pode a fotografia, o cinema, entre outras formas de expressão, representar o espaço vivido de uma obra de arquitectura?
Vitor Silva
É a arquitectura que irradia a sua própria condição de imagem. Mas o que é uma imagem da arquitectura? Em primeiro lugar, ela é uma parte, um fragmento, um resíduo ou um ponto de vista, um vestígio de um totalidade impossível de apreender. Porquê? Porque a matéria, ou melhor, a essência da arquitectura é o espaço, o movimento de um lugar que nele se gera e se afirma de novo. A imagem da arquitectura constitui-se um enquadramento possível deste movimento, que apenas intuímos e dificilmente apreendemos: porque o espaço é infinito, abre-se ao infinito, como uma janela se abre para a paisagem, para a vastidão do céu que a delimita e a confronta. A ruína e a fotografia são imagens de uma evolução do sentido do espaço e da representação que pertencem ao imaginário e à cultura visual da arquitectura. Com efeito, a concepção arquitectural, onde se mede e configura a experiência projectiva e sensível do espaço, encontra nas transformações temporais e nos processos imagéticos a sua própria intenção operativa.